• Born in 1253 - Marco de Canaveses
  • Deceased in 1325 - Braga,aged 72 years old

 Parents

 Spouses and children

 Maternal grand-parents, uncles and aunts

 Notes

Individual Note

Foi um prelado português. Ele estudou na Universidade de Paris.
No início de sua carreira eclesiástica, esteve ligado simultaneamente aos Portocarreiro e ao Cabido de Braga. Em seguida esteve ligado ao Cabido de Coimbra, onde ocupou um canonicato e um vicariato-geral da diocese na década de 1280.
Era Capelão do rei D. Dinis I de Portugal e, com a dignidade de Cônego da Sé de Coimbra, foi enviado pelo rei a Roma, aos Estados Pontifícios, em fins da década de 1280.
Sua permanência na cúria de Roma permitiu-lhe obter duas dispensas que o beneficiaram em sua futura ascensão na hierarquia eclesiástica do Reino de Portugal. A primeira dispensa foi sobre um defeito de ilegitimidade (ele era filho de um clérigo e uma mulher solteira, e com essa dispensa ficou habilitado a aceder a todas as ordens e benefícios eclesiásticos – Bula de 03-abr-1289). A segunda dispensa foi sobre acumulação (dispensa para a acumulação de mais de um benefício eclesiástico – Bula de 01-dez-1289). Ele retornou de Roma em 1290.
Em 1291, já era Cônego da Sé de Lisboa e em 1294 tornou-se o 15º Bispo da Diocese de Lisboa, onde esteve até 1312.
Instituiu a 13/5/1304 o grande Morgado de Soalhães – do qual foi o primeiro senhor – com bens em Coimbra, Viseu, Lisboa e Porto, e ainda o direito de apresentar um Cônego na Sé de Lisboa. Esta instituição foi confirmada por D. Dinis I a 20/02/1305. Nomeou para a sucessão seus próprios filhos, aos quais chamava “criados”, sendo o primeiro Vasco Anes (legitimado em 28/01/1308).
Foi Embaixador a Castela e a Roma, aos Estados Pontifícios e, finalmente, em 1313, foi 21º Arcebispo de Braga Primaz das Espanhas. Em 1313, morrendo o Arcebispo de Braga, D. Martinho Pires de Oliveira, foi promovido ao governo da Sé Primaz, à frente da qual se manteve até falecer em 1325, sendo sepultado na Sé de Braga.
Seu bem-sucedido trajeto eclesiástico ocorreu, principalmente, graças às alianças efetuadas com famílias bem inseridas na hierarquia eclesiástica secular do reino, por conta dos casamentos de seu irmão Lourenço e de seu filho Vasco. A esposa de Lourenço era irmã do Arcebispo de Braga, D. Martinho Pires de Oliveira. Pelo casamento de Vasco com Leonor, D. João aproximou-se da importante família dos Godins. O outro casamento de Vasco (não se sabe se foi o primeiro ou segundo) foi com Estevainha, irmã de um clérigo com futuro brilhante, o célebre D. Gonçalo Pereira, que viria a ocupar a cátedra de Lisboa de 1322 a 1326, e seria o sucessor do próprio D. João Martins como Arcebispo de Braga.
Foi pai de seis filhos, depois legitimados.

  Photos and archival records

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