(Carlos Maria da Silva Telles General)


  • Born 31 October 1848 - Porto Alegre - RS Brasil
  • Deceased 7 September 1899 - Bagé, RS,aged 50 years old

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NOME: CARLOS MARIA DA SILVA TELLES.


FILIAÇÃO: Tenente Joaquim da Silva Telles de Queiróz.


NASCIMENTO: 31 OUT 1848. 


FALECIMENTO: 07 SET 1899, no Estado do Rio Grande do Sul.


DATA DE PRAÇA: 20 FEV 1869, com tempo de serviço de 23 JUN 1865, no 33° Corpo de Voluntários da Pátria.


 


VIDA PROFISSIONAL:


33° Corpo de Voluntários da Pátria (1865/66); 30º Corpo de Voluntários da Pátria (1866/68); Ajudante de Campo do Comando da 2ª Divisão de Infantaria (1868); Ajudante de Ordens do Comando do 2º Corpo de Exército (1869/70) 6° Batalhão de Infantaria (1870); 4° Batalhão de Infantaria (1870/73); 12° Batalhão de Infantaria (1873/1880); Escola de Cavalaria e Infantaria (Aluno) (1878/80); Quartel Mestre da Escola de Cavalaria e Infantaria do Rio Grande do Sul (1880/84); 15º Batalhão de Infantaria (1884/85); 13º Batalhão de Infantaria (1885/86); 10º Batalhão de Infantaria (1886/87); 7º Batalhão de Infantaria (1887/89); 24° Batalhão de Infantaria (1889); 22° Batalhão de Infantaria (1889/90); 26º Batalhão de Infantaria (1890); 14° Batalhão de Infantaria (1890/91); 31º Batalhão de Infantaria (Cmt) (1891/97); 4ª Brigada na Campanha de Canudos (1897); 5ª Brigada na Campanha de Canudos (1897); Comandante da Guarnição de Bagé-RS (1898); Comandante do 5º Distrito Militar (1899).


 


MEDALHAS:


- Medalha Comemorativa da Rendição da Villa de Uruguaiana;


- Medalha Comemorativa do Término da Guerra do Paraguai, com o nº 5;


- Medalha da Campanha do Paraguai, concedida pela República Argentina;


- Medalha da Campanha do Paraguai, concedida pela República do Estado Oriental do Uruguai; 


- Medalha de Mérito Militar, por atos de bravura.


 


CONDECORAÇÕES:


- Cavaleiro da Ordem da Rosa;


- Cavaleiro da Ordem de Cristo.


 


PROMOÇÕES:


- Alferes: 20 FEV 1869, com antiguidade de 11 DEZ 1868, por bravura;


- Tenente graduado:  14 ABR 1871, com antiguidade de 06 OUT 1870;


- Tenente efetivo: 25 OUT 1873, com antiguidade de 18 AGO 1869, por bravura;


- Capitão: 04 JAN 1886, com antiguidade de 08 MAR 1880;


- Major:  07 JAN  1890, por merecimento;


- Tenente-coronel: 21 MAR 1891, por merecimento ;


- Coronel:  12 MAI 1893, por merecimento;


- General de brigada:  15 NOV 1897, por bravura.


 


AÇÕES DE COMBATE:


Guerra do Paraguai


Fez parte do Piquete Imperial com o qual assistiu à Rendição da Vila de Uruguaiana, em  1865. Participou dos seguintes combates: Passo de Pátria, 02 Maio 1866 (ferido); reconhecimento à viva força nas trincheiras de Passo Pacu, em 1868; Forte do Estabelecimento, em 1868; combates de 18 e 22 JUL 1868 no Chaco; Dezembrada (02, 11, 21, 25 e 27 DEZ 1868);  rendiçãode Angustura, em 30 DEZ  1868; Sapucahy, em 1869; Peribebuí, em 1869; Barreiro Grande, em 1869.


Revolta dos Muckers


Participou dos combates contra os revoltosos alojados em São Leopoldo em SET 1874.


Revolução Federalista


Comandou o 31° BI na Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, em 1893. Teve atuação destacada no episódio conhecido como Cerco de Bagé, entre NOV 1893 e JAN 1894, no qual resistiu às investidas das forças federalistas durante 47 dias, em um dos mais notáveis episódios da História Militar brasileira.


Guerra de Canudos


Participou da 4ª Expedição a Canudos em 1897, onde comandou o 31º Batalhão de Infantaria e a  4ª Brigada. Combateu em Cocorobó, Macambira e Trabubu. Comandou o assalto ao flanco direito de Canudos, sendo ferido em ação.


 


FONTES: Pasta nº  XIX-11-15-SAP-AHEx;


 


Almanaque de Oficiais de 1899.


CARLOS MARIA DA SILVA TELLES


Nasceu a 31 de outubro de 1848 na cidade de Porto Alegre e faleceu a 7 de setembro de 1899. 


Desde criança, amava a carreira das armas, onde já estavam alistados outros irmãos, honrando a farda que vestiam. 


Sentou praça a 23 de junho de 1865, seguindo logo para o teatro da guerra, onde teria o prazer de abraçar os irmãos mais velhos, que lá estavam cumprindo o seu dever.


 


No Passo da Pátria recebeu um sério ferimento, que não o acovardou, sendo por esse motivo promovido a alferes, em comissão.


 


Desta época em diante, começam os feitos gloriosos do nosso ilustre patrício, desde a marcha das forças de Tuyu-Cué “tomando parte saliente em todos os combates e no reconhecimento às trincheiras do Passo-Pocú”.


 


Depois, partiu para o Chaco, entrando nos combates de 18 e 26 de julho de 1868, presenciando em 5 de agosto a rendição do inimigo.


 


Teve papel saliente nos assaltos às linhas de Piquicirí enos combates de 6, 11, 21, 25 e 27 de dezembro que rematou com a entrada do exército em Assunção. Em maio de 1869 marchou para Taquaral, seguindo em 19 de agosto para Pirajá.


Na ação da picada de Sapucaí, pôs mais uma vez à prova o seu valor. No assalto às fortificações de Peribebuí distinguiu-sede tal forma, que foi elogiado em ordem do dia “pelo valor e heroísmo inexcedível e entusiasmo que mostrou no combate”.


 


Terminada a guerra do Paraguai, voltou para descansar no seio da família, mas isto durou pouco tempo.


 


Em 26 de junho de 1874, teve ordem de seguir para S. Leopoldo e daí para Ferrabrás, onde se achavam fortificados, em lugarde difícil acesso e protegidos por enormes matarias, os “mucker” que praticavam ali as maiores violências.


 


Tomou parte nos sangrentos combates que se deram naquelas solidões em 19, 20 e 21 de junho, tendo sabido cumprir, como sempre, o seu dever.


 


Em 1889, fez parte da divisão de observações que partiu para Mato Grosso, sob o comando do Marechal Manoel Deodoro da Fonseca.


 


Neste mesmo ano, seguiu para o Amazonas, a fim de servir no 24º Batalhão de Infantaria, quando soube durante a viagem da Proclamação da República.


 


Em 1892, comandou as forças federais (31º Batalhão de Infantaria) em Ouro Preto, à época capital de Minas Gerais.


 


Voltando à terra natal, coube-lhe ainda papel mais importante. Dentro dos muros de Bagé, opôs a mais brilhante e vigorosa resistência aos ataques dos revolucionários, que faziam o maior empenho em se apoderarem daquele importante ponto estratégico.


 


Mais tarde, tomou parte saliente na campanha de Canudos, servindo na coluna do General Cláudio de Amaral Savaget, comandando a 4ª Brigada.


 


Em Cocorobó, fez prodígios de valor, rompendo, a cargas de baioneta, a dificílima passagem. Avançou contra Canudos e tomou parte no terrível assalto de 10 de julho, onde foi gravemente ferido.


 


Nada, porém, conseguiram diante da coragem revelada pelo ilustre rio-grandense, que em todas as ocasiões difíceis de sua vida de campanha saía triunfante, porque havia depositado na lâmina de sua espada a sua honra de soldado.



Promovido a General de Brigada por merecimento em 15 de novembro de 1897.


Carlos Maria Telles incorporou ao Exército Brasileiro em 1865 nas tropas que defendiam Uruguaiana da invasão Paraguaia. No 3º Batalhão de Infantaria, participou da comitiva imperial, quando o Imperador D. Pedro II esteve no comando das tropas em operação no sul do Brasil.


 


Transferido para o 30º Batalhão de Infantaria, fez parte do 2º Corpo de Exército, comandado pelo General Osório, tendo recebido ferimento em combate. Em 1866 foi promovido a alferes por ato de bravura e, no ano seguinte, foi elogiado pelo imperador e condecorado com a medalha do Mérito Militar, sendo promovido, em dezembro de 1870, a tenente por merecimento.


 


Em 1891, promovido ao posto de tenente-coronel, foi nomeado comandante do 31º Batalhão de Infantaria, unidade que comandaria por vários anos.  Em 1893, encontrava-se Carlos Maria da Silva Telles no posto de coronel, no comando de seu batalhão, que, depois de alguns combates no Rio Grande do Sul, por ocasião da Revolução Federalista, foi ocupar a cidade de Bagé.


 


Conhecedor da estratégia de guerra, o coronel Telles sabia que, se o Exército Libertador tivesse a posse da cidade deBagé, logicamente Pelotas e Rio Grande estariam em suas mãos e, em consequência, a capital do Estado teria facilitada a sua posse pelos revolucionários.  Na verdade, esse era o objetivo dos maragatos, desde a derrubada dos gasparistas do governo do Estado em 17 de junho de 1892.


 


Mesmo sabendo que teria de enfrentar um poderoso exército, o coronel Carlos Telles resolveu defender Bagé a qualquer preço.  Não atendeu ao apelo do vigário da cidade, cônego Ignácio de Bittencourt, que se encontrava no acampamento de Joca Tavares, em Vista Alegre.  O vigário escreveu ao coronel:


 


Caro amigo,


Em nome de meus paroquianos peço-lhe que não resista e entregue a cidade aos federalistas comandados pelo Gen Joca Tavares que, com uma força de 4.000 homens bem armados e municiados, estão dispostos a ocupar a cidade e possivelmente repetirem o que fizeram em Rio Negro, com a tropa do Marechal Isidoro.”


 


 


O Coronel Carlos Telles respondeu-lhe que, como brasileiro e como soldado, seu dever era resistir e sempre resistir.


 


O Dr. Pedro Luiz Osório, médico que fora ao acampamento dos revolucionários para pedir a remessa dos feridos do combate do Rio Negro para serem tratados na cidade, também escreveu ao coronel Calos Telles:


 


Como brasileiro e vosso amigo, entendo que é meu dever dizer-lhe ser inútil o sacrifício deresistência, pois não terá possibilidade de êxito, considerando que os revolucionários estão com um efetivo de 5.000 homens, dispostos a ocuparem a cidade, semse preocuparem como o farão.”


 


Respondeu-lhe o coronel Telles que tinha recursos e exército suficientes para resistir e vencer 15.000 homens, de maneira que 5.000 era muito pouco e o aconselhava aque cumprissem o prometido.


 


A luta continuava cada dia mais feroz, tendo o coronel Telles de avançar nas tropas inimigas e tomar reses para carnear de forma a alimentar seus comandados.


 


Em 4 de janeiro de 1894, os representantes consulares da Itália, Portugal, Argentina e Uruguai pediram uma audiência ao coronel Carlos Telles, que gentilmente concedeu, levando os representantes estrangeiros para sua residência. Ouviu atenciosamente a proposta do general Joca Tavares, que, por intermédio dos mencionados representantes estrangeiros e no intuito de evitar mais derramamento de sangue brasileiro, informou ser inútil a resistência e pediu que capitulasse, oferecendo garantia de vida testemunhada pelos representantes consulares em missão ali presentes.


 


O coronel Carlos Telles assim respondeu:


 


Peço-lhes que de minha parte transmitam ao Exmº Sr. General Tavares que o nome e as glórias que S. Exa. alcançou foram no seio do Exército e, portanto, não pode ignorar que o soldado brasileiro não capitula, mesmo que se encontre fraco, e muito menos como nós que estamos fortes, defendendo um governo legalmente constituído e as instituições de nossa Pátria. Ele, Gen Tavares, é que deve depor as armas porque está fora da lei, como revolucionário. Se assim proceder, pode contar com nossas honestas garantias, para si e para seus comandados, mas os oficiais e praças desertores que fazem parte de sua tropa sofrerão os castigos de acordo com os regulamentos e leis do país. É tudo o que tenho a propor e a aceitar em nome do marechal Floriano Peixoto, que, tenho certeza, sancionará meus atos.


 


A luta continuou feroz em ataques e defesas, completando 46 dias e noites quando o Exército Libertador, não resistindo, retirou-se praticamente derrotado por uma tropa constituída por 1.100 homens, que tinha um comando valoroso.


 


Por decreto presidencial de 15 de novembro de 1897, o coronel Carlos Telles foi promovido a general de brigada, após encerrada a campanha de Canudos, onde comandou a 4a Brigada, que incluía o 31º Batalhão de Infantaria. Com a promoção, Carlos Telles foi exonerado do comando do batalhão que esteve sob seu comando durante oito anos.


 



Faleceu o general Carlos Maria da Silva Telles no dia7 de setembro de 1899, quando se encontrava em licença no Rio Grande do Sul.


 


Fonte: Adaptado de: SILVEIRA, José Luiz. Cel. Carlos Maria da Silva Telles – Herói comandante da defesa de Bagé. In: FLORES, Hilda Agnes (org). Revolução Federalista. Porto Alegre: Nova Dimensão, 1993.



 



.Na Campanha de Canudos (1897), o coronel Carlos Telles comandou a 4ª Brigada que incluía o 31º Batalhão de Infantaria. Grande parte dos oficiais superiores que participaram da quarta campanha de Canudos, foram protagonistas republicanos castilhistas na Revolução Federalista, tais como o coronel Donaciano Pantoja que comandou a 6ª Brigada, o coronel Thomas Flores comandante do 7º Batalhão, Coronel Antônio Tupy Caldas, coronel Serra Martins e o próprio coronel Moreira Cesar, além dos generaisSavaget e Arthur Oscar entre outros oficiais.


Tenente Carlos Telles na Revolta dos Muckers 1874


 


Telegrama do chefe de policia ao presidente,28 JUL:


Seguiu o capitão Dantas, com ele foi toda a força que eu tinha aqui (40 praças) e o alferes Febronio; o que se deu com esta força antes de marchar direi a V. Ex. depois. Aquele capitão pede com instância que lhe mande para servirem com ele o cadete da escola João Marcos dos Santos e o tenente Artur Oscar, a este escrevi. Julga imprescindível os serviços destes como o do tenente Carlos Telles, em quem deposita plena confiança. Veja V. Ex. se eles veem amanhã. O mesmo capitão pede de 40 a 50 armas Spencer, com os competentes cartuchos; convinha vir tudo isto logo.


 


 


Telegrama do presidente ao chefe de policia, 29 JUL:


Estão dadas ordens para que amanhã sigam 30 espingardas Spencer com cartuchames. Quanto aos oficiais, entender-me-ei com o comandante das armas. Aguardo o ofício que me anuncia o que ficou de enviar-me.


  


Carta do presidente ao chefe de policia, 29 JUL:


Recebera à cartas de 28 e 29. A 1ª respondeu o seu telegrama quanto às providencias que pedia e quanto a parte anterior não tinha que demorar porque preferia tratar do futuro.


 


Sentiu não poder atender a tudo quanto desejaria o capitão Dantas. Não lhe era lícito requisitar estudante do curso, mas não deixaria de oficiar ao comandante das armas a respeito do tenente Carlos Telles.


 


Requisitasse oficialmente todas as providencias que julgasse necessárias para a boa execução da diligencia que tinha de ser efetuada. Prevenisse ao capitão Dantas que não procedesse sem segurança de bom êxito. Era melhor esperar alguns dias para reunir todos os elementos precisos do que se arriscar a um malogro.


 


A presidência, por ofício da mesma data, pediu àquele comando que, não havendo inconveniente, se desse as necessárias ordens para que o tenente Carlos da Silva Telles se dirigisse a São Leopoldo, a fim de substituir alguns dos oficiais que tinham de apoiar a diligência, isto por ter o capitão de artilharia Francisco Clementino de Santiago Dantas manifestado ao chefe de polícia interino que muito confiara na boa formação daquele militar.


 


 


Às 7 horas da manhã do dia 20 o capitão Luiz Aires Leite de Oliveira Salgado, com a sua força de 50 praças avançou pela picada que da casa do padre Klein ia ter fim à do sedicioso Maurer.


 


Esta picada, que além de ter 1/4 de légua mais ou menos, era quase impenetrável, foi em tempo vencida, não obstante alguns tiros recebidos em seu começo, os quais para não motivar grande perda na força, obrigaram ao capitão a fazer uma pequena carga, debandando completamente as emboscadasaté


o ponto principal para o qual convergiam todas as mais forças (casa de Maurer).


 


Ao chegar à casa aludida, procurando transpor os obstáculos de seus contornos o que pronto e felizmente conseguiu o capitão Salgado, mandou ele carregar sobre ela para evitar o vivo fogo que faziam os revoltosos entrincheirados.


 


Durante o tempo de ação desta força ficaram fora de combate oalferes Manoel Luiz dos Reis, sargento Vicente Ferreira da Fonseca, 8 soldados, um corneta do 3º Batalhão de Infantaria, que marchou com a força do comando do capitão Salgado, e um soldado morto. Destes, foram logo 3 ao entrar na picada feridos e os demais já sobre a casa de Maurer.


 


Eram dignos de atenção superior, os alferes Manoel Luiz dos Reis, José Joaquim Lucas e o 1º cadete Alfredo Alberto de Alencastro e 2º sargento Vicente Ferreira da Fonseca pela maneira digna com que cumpriram os seus deveres de soldado, fazendo igual menção ao 2º sargento Vicente Ferreira da Fonseca que intrepidamente foi ferido no seu posto.


 


Acampamento do 3º Batalhão de Infantaria, junto à casa de Maurer, no Ferrabraz, 20 de julho de 1874. — Luiz Alves de OliveiraSalgado, capitão.


  


O major graduado Severiano de Cerqueira Daltro marchou do Sapiranga às 6 horas da manhã de 19 em direção ao Ferrabraz, pela estrada da direita com a força do 12º Batalhão de Infantaria, apresentando-se no caminho o alferes Manoel Marques de Souza, que,com 30 homens, fazia parte da vanguarda desde 4 do corrente, e entrou na picada protegendo a artilharia e fazendo parte da coluna dirigida pelo coronel comandante.


 


Chegado a um campestre foi reforçada a vanguarda que estendeu em linha de atiradores, avançando até um ponto elevado em que foi colocada a artilharia que. aos primeiros tiros. teve inutilizados os reparos de três peças. Ao toque de avançar, carregou toda a linha de atiradores comandada pelo valente capitão Silvério José da Cruz. Nessa ocasião, apareceram em dois pontos ao mesmo tempo, estendendo em linha a força do 12º Batalhão de Infantaria; o coronel Genuíno de Sampaio, da linha de fogo, dirigia o movimento debaixo de fogo incessante do inimigo que disputava o terreno nas difíceis lides que nos apresentava o esconderijo que defendiam. Batidos por quase todos os lados, concentraram se na casa de Maurer, à exceção de oito homens que foram vistos entrar para o mato, e assim cruzaram fogo sobre os assaltantes que iam cair feridos junto ao antro dos criminosos. O fogo tendo sido ateado em um dos cantos da casa fez diminuir gradualmente os tiros que, de dentro, faziam até as mulheres.


 


Terminado o ataque, acampou à pouca distância pelas 11 horas do dia. Na madrugada de 20, pelas 3 horas, o piquete fez fogo sobre o mato, de onde alguns dos criminosos, que se tinham escapado na véspera, atiravam sobre o acampamento da infantaria, sobrevindo a infelicidade de ser ferido o coronel Genuíno de Sampaio, comandante da força,que retirando-se para um rancho próximo, mandou que dirigisse o fogo o major Américo António Cardoso, recomendando silencio sobre o que lhe tinha acontecido. Às 4:30h terminou o tiroteio e às 7:00h o batalhão perdia o seu chefe e o Exército um dos seus velhos e valentes militares.


 


Recomendava o major Daltro à consideração dos superiores os oficiais que relevantes serviços prestaram: o Dr. Raymundo Caetano da Cunha que, já em 28 do mês passado, fora devidamente apreciado, esteve junto aos combates até que o dever de sua profissão o afastou para curar os primeiros feridos. Humanitário e destemido, o Dr. Cunha reunia estas importantes qualidades para um medico militar; o tenente Jesuíno Melchiades de Souza e o alferes João César Sampaio, que serviram junto ao coronel, portaram-se dignamenteno comprimento de seus deveres.


 


O capitão Silvério José da Cruz, que avançou comandando a linha de atiradores do batalhão, portou-se heroicamente, levando os soldados ao heroísmo, nas ocasiões mais arriscadas do combate.


 



O capitão Domingos Baptista de Carvalho, os tenentes Hermeto Gomes Tourinho, Lino Pereira Rebouças, Carlos Maria da Silva Telles, Frederico Gesir Vianna, os alferes Paulino Júlio de Moraes Carneiro, Francisco Duarte Vianna, Estevam de Souza Franco, João Francisco Menna Barreto, Manoel Marques de Souza, Francisco de Paula Andrade e Frederico Joaquim Lisboa, que combateram na linha de atiradores e portaram-se com bravura. O cadete Leovigildo da Costa Araújo Mello, 2º dito Manoel da Silva Coelho Júnior, 2º cadete José Augusto da Soledade e os 1ºsargentos Juvêncio Alves e Francisco Gomes da Silva distinguiram-se pela coragem que demonstraram. Os demais oficiais cumpriram o seu dever nos lugares que lhes foi determinado. As praças de pret avançaram com muita ordem e prontidão. (Parte oficial de 20 de julho do major Fernando, comandante interino, tenente-coronel Fraga, comandante das forças) 


Ordem do Dia de 18 de agosto de 1869 - Caraguataí - Paraguai


 


“E, bem assim, são dignos da gratidão de Vossa Alteza, pelos serviços prestados nessa brilhante jornada o tenente-coronel Antônio Tiburcio Ferreira de Souza, major Eudoro Emiliano de Carvalho, capitães José Pereira da Graça Júnior, José Mendes Jacques, Luiz José da Fonseca Ramos, Jacinto Ferreira da Silva, Manoel José Pereira e André Alves de Oliveira Bello; tenentes Honorio Horacio de Almeida, Francisco Ozorio Torres, Manoel Aprigio da Cunha e José Maria de Moraes; alferes Carlos Mariada Silva Telles e Acacio de Farias Corrêa, e o 2.° cadete 2.° sargento Alfredo Ernesto Jacques Ourique.” 


 


Ordem do Dia de 19 de agosto de 1869 - Caraguataí - Paraguai


 


 


“Não posso também deixar de recomendar à elevada consideração de Vossa Alteza, pelos relevantes serviços que até hoje têm prestado com sacrifício da própria vida, nos momentos mais críticos dos combates, os capitães José Pereira da Graça Júnior, José Mendes Jacques, Luiz José da Fonseca Ramos, Jacinto Ferreira da Silva, Manoel José Pereira e André Alves de Oliveira Bello; tenentes Honorio Horacio de Almeida, Francisco Ozorio Torres, Manoel Aprigio da Cunha e José Maria de Moraes; alferes CarlosMaria da Silva Telles, Acacio de Farias Corrêa e 2º cadete 2° sargento Alfredo Ernesto Jacques Ourique.”

 Sources

  • Individual: fernando bandeira - bandeira Web Site

    Árvores genealógicas do MyHeritage

    Site de família: bandeira Web Site

    Árvore genealógica: 253888261-1 - Discovery - 253888261-1 - Carlos Maria da Silva Telles, General - 10 FEB 2019 - Adicionado via Smart Match - Discovery

  Photos and archival records

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 Family Tree Preview

Jayme da Silva Telles I ca 1754-1824/ Gertrudes Maria ? ca 1765-1824/  
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Joaquim da Silva Telles e Queiroz 1802-1868 Maria ? 1810-1890
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Carlos Maria da Silva Telles 1848-1899