Sosa :7,753
  • Born about 1670
  • Deceased after 1700

 Spouses and children

 Notes

Individual Note

Quanto a Alonso de Gaia, que deve ter vivido mais ou menos entre 1670 e 1710, infelizmente não há dado seguro de sua ascendência ou da época exata em que viveu. Na dissertação de mestrado em história apresentada à Universidade Federal Fluminense de Denise Vieira Demétrio, "Famílias escravas no Recôncavo da Guanabara: séculos XVII e XVIII", há registro de um Alonso de Gaia ou Alonso deGaya como tendo sido proprietário do Engenho de Nossa Senhora da Conceição dos Gaias, localizado próximo ao rio Sarapuí, em Jacutinga, na Baixada Fluminense. Esse Alonso de Gaia, juntamente com sua esposa Maria de Aguiar, compraram a propriedade em 1668 de Jordão Homem da Costa. Após a morte de Alonso de Gaia, a propriedade foi passada a outros, sendo que no ano de 1696 já pertencia a outro casal. Consta também a informação de que a igreja fora levantada por um Afonso de Gaia e criada como Capela Curada em 1674.



Suspeito que esse Alonso de Gaia e sua esposa Maria de Aguiar citados na pesquisa sejam pais do nosso Alonso de Gaia, avós paternos, portanto, de José Maciel Tourinho. Como é só uma suspeita sem comprovação, porém, não a registrei em nossa árvore genealógica. Essa suspeita me veio por causa de outro registro, encontrado no livro de Anita Waingort Novinsky, "Gabinete de investigação: uma "caça aos judeus" sem precedentes".



Nesse livro há duas listagens de "culpados" na Inquisição como cristãos-novos, uma do século XVII e outra do século XVIII, cada uma delas dividida em homens e mulheres. Na listagem de mulheres do século XVIII, aparece o nome de Alonso de Gaya citado no verbete relativo à Joanna Maciel, da seguinte forma:


JOANNA MACIEL - cristã-nova, natural do Rio de Janeiro donde se ausentou para as Minas, casada com Alonso de Gaya, filha de Alonso de Gaya, filha de Antonio Frz., carpinteiro. Testemunha: Maria de Andrade, em 12 de fevereiro de 1711.



Considere-se, primeiramente, que onde se lê "filha de Alonso de Gaya" deve-se ler obviamente "filho de Alonso de Gaya", pois esse é o sobrenome do marido citado, e ela deve ser filha do carpinteiro Antônio Frz. Pela coincidência do nome do marido e de seu próprio nome e sobrenome, deduzo que essa Joanna Maciel é a nossa mesma Joana Maciel Tourinho, mãe de José Maciel Tourinho.



Essa minha suspeita, entretanto, não vem somente dessas coincidências, mas também do fato de que minhas pesquisas em relação ao sobrenome Tourinho, justamente o sobrenome que falta no livro supracitado, já apontavam para uma provável ascendência judia de Joana Maciel Tourinho, como explicarei mais adiante. Consequentemente, dessa dedução de que Joanna Maciel e Joana Maciel Tourinho são a mesma pessoa, surge a suspeita de que o pai do nosso Alonso de Gaia também se chama Alonso de Gaia, pois assim consta no referido livro.



É possível também que o Afonso de Gaia citado como construtor da igreja de Nossa Senhora da Conceição no engenho dos Gaias seja o próprio Alonso de Gaia, em uma variação ortográfica que pode ter ocorrido por engano. Há dentre os trabalhos de Lênio Luiz Richa em seu sítio de genealogia brasileira um dedicado à família dos Affonsos Gayas. Encontrei também na internet um trabalho de Adriano Vasco Rodrigues sobre a contribuição econômica dos judeus nos portos de Portugal, "Judeus portuenses no desenvolvimento econômico dos portos atlânticos, na época moderna", no qual o mesmo cita um Manuel Afonso de Gaia.



Conjecturas à parte, em relação à Joana Maciel Tourinho infelizmente também não há dados seguros sobre sua ascendência ou o período exato em que viveu. Em todo caso, o sobrenome Tourinho nãoé dos mais comuns e há suspeita de que todos com esse sobrenome descenderam de uma forma ou outra do mesmo indivíduo que viveu em Portugal no século XIV: Martim Tourinho. Uma vez que Joana MacielTourinho deve ter vivido mais ou menos entre 1670 e 1740, ela poderia ser, por exemplo, neta de Agostinho Maciel Tourinho, estando, portanto, na nona geração da família Tourinho.

Levando em conta, entretanto, o período de vida colocado nessa árvore da família Tourinho para seu fundador (entre 1290 e 1357), a fim de que as datas posteriores colocadas na mesma árvore para osdescendentes façam algum sentido creio ser quase certo que esteja faltando um indivíduo entre Martim Tourinho e Martins Tourinho ou entre esse último e Pero Tourinho.



Como havia falado mais acima, já estava com a suspeita da ascendência judia de Joana Maciel Tourinho, pois o nome Tourinho vem de Torah, através do feminino e diminutivo tourinha, que tanto significa "pequena torah" quanto "gente judenga". Martim Tourinho procederia do Alentejo, do sul de Portugal, o que reforça a hipótese da origem judaica da família, pois este primeiro dos Tourinhos poderia ter vindo de El-Andaluz, de um dos reinos taifas, onde eram notórias as comunidades judaicas, conforme afirma o professor Francisco Antônio Dória, segundo aponta o site da família Tourinho.



Dessa forma, não há nenhum registro seguro sobre a ascendência dos pais de José Maciel Tourinho. Convém lembrar, entretanto, que, se há a indicação de que José Maciel Tourinho e Ana Rangel deMacedo eram parentes, dentre os antepassados da última deve haver algum em comum com os antepassados desconhecidos de José Maciel Tourinho.

 Sources

  Photos and archival records

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